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 LIVROS - HQ

 

10 Minutos

 

Os cartuns de Ângelo Pastro, no melhor espírito do humor gráfico, tratam das coisas corriqueiras da vida, que por serem tão banais, nos passam despercebidas. >

 

 

10 Minutos

Ângelo Pastro

2004. 64p. 14cm x 20cm. R$ 8,00

 

O Mundo dos Zines

Edu Manzano

Edu apresenta no formato de tiras um irreverente retrato dos que fazem o mundo dos fanzines. >

 

 

Coleção "Das tiras, coração", nº 11

2004. 52p. 14cm x 19cm. R$ 8,00

 

Os Frustrados

Claire Bretécher

Tradução: Henrique Magalhães

2004. 64p. 14cm x 20cm. R$ 8,00

 

Claire Bretécher é uma renomada cartunista francesa cuja obra figura entre as mais importantes daquele país. O lado crítico de suas personagens traduz em humor os  paradoxos da vida quotidiana.

 

 

O humor de Luzardo Alves

Luzardo Alves

2ª edição. 2003. 52p. 14cm x 20cm. R$ 7,00 

 

Luzardo Alves saiu da Paraíba para as páginas de O Cruzeiro, no início dos anos 1960, onde publicou ao lado de Ziraldo, Péricles, Millôr e tantos outros grandes artistas. Este livro reúne seus cartuns e quadrinhos publicados em O Cruzeiro e nos jornais paraibanos.

 

 

The Paraibanos de Subúrbio

Laerçon Santos

2004. 52p. 14cm x 20cm. R$ 7,00

 

The Paraibanos de Subúrbio, Zé Boy, Carta para Afras, são algumas das personagens que povoam o submundo dos quadrinhos de Laerçon Santos. Irreverência, maus modos e um bom humor impagável fazem do trabalho de Laerçon um dos mais notáveis da geração atual.

 

Más Humor

Sergio Más

2004. 56p. 14cm x 20cm. R$ 8,00

 

O cartunista argentino Sergio Más promove um salutar intercâmbio com nosso país, retratando de forma bem humorada vários aspectos de nosso quotidiano comum.


Coleção DAS TIRAS, CORAÇÃO

Livros de tiras sendo cada edição dedicada a um autor ou personagem.

Média de 52 páginas. 14cm x 20cm. R$5,00 (porte incluso)

Nº 8 - Bartolo

Cristovam Tadeu

3 exemp.

Nº 9 - Pivete

Edmar Viana

Nº 10 - Mogizinho

Rogério

 

Edições esgotadas

Nº 1 – Rendez-Vous

Henrique Magalhães

Nº 2 – Dito, o Bendito

Érico San Juan

Nº 3 - Não Sistema!

Joacy Jamys

Nº 4 - Tira Teima

Edgard Guimarães

Nº 5 - Pipoca

Cedraz

Nº 6 - O Boêmio

Paulo Emmanuel

Nº 7 - Os Camomila

Marcelo Garcia


Humor cheio de graça

 

Luzardo Alves é daqueles artistas que por certo tempo nos encantam com sua obra e de repente desaparecem de cena, deixando um vazio onde antes só havia prazer. Ao contrário do que se possa imaginar, Luzardo continua bem, vivendo de sua profissão de gravador de objetos e desenhando, sempre que aparece espaço para publicação.

Na década de 1960, Luzardo deixou a Paraíba para radicar-se no Rio de Janeiro, onde foi trabalhar na revista O Cruzeiro, então a mais importante do país. O jovem cartunista caíra na graça de Assis Chateaubriand, o rei da imprensa brasileira, que fora seduzido pela criatividade irrequieta do conterrâneo.

A aventura no Rio de Janeiro durou poucos anos, mas o suficiente para Luzardo marcar presença ao lado de Henfil, Millôr Fernandes, Péricles, Carlos Estevão, Juarez Machado, Nilson, Redi, Ciça, Daniel Azulay, Ziraldo, Zélio, Jaguar, Fortuna, enfim, o sumo do humor gráfico brasileiro. Além de publicar em O Cruzeiro, participou da Revista do Rádio e dos jornais Correio da Manhã e O Dia.

De volta à Paraíba, Luzardo articulou com os jornalistas locais a fundação do jornal alternativo Edição Extra, em 1971, seguindo a linha do semanário O Pasquim. Foi no Edição Extra que criou, ao lado de Anco Márcio, uma das mais irreverentes personagens dos quadrinhos paraibanos: Bat-Madame, que fazia uma sátira escrachada de Batman e dos costumes da região.

Luzardo publicou suas charges e cartuns nos jornais diários do estado, criando uma série de novos personagens. Para difundir ainda mais seu trabalho, editava a Charge da Semana, um folheto patrocinado pelo comércio e com distribuição gratuita, onde a personagem Pataconho ironizava a política e a banalidade de nossa vida quotidiana.

Em 1997 a Gibiteca Henfil, de João Pessoa, promoveu uma exposição retrospectiva da obra de Luzardo, cujo catálogo, reunindo as fases representativas de seu trabalho, chega agora à segunda edição.


Quadrinhos podres

 

No universo das histórias em quadrinhos é fácil ceder ao gosto médio do público, bem como reverenciar as fórmulas estabelecidas. De outra forma, não teríamos tantos simulacros de super-heróis e quadrinhos japoneses embarcando nos clichês desgastados ou na onda do momento.

Laerçon segue na contra-mão da massa, optando por uma criação das mais originais e a quilômetros de qualquer tendência artística. O fato de ter seu trabalho voltado para o humor já demonstra uma escolha de um gênero não tão fácil quantos os demais. Para fazer tiras é preciso ter uma visão crítica aguçada, uma boa dose de ironia e, evidentemente, bastante humor. Ingredientes raros de se achar em confluência.

O trabalho de Laerçon passa mesmo ao largo das tiras que vemos na imprensa e nas publicações independentes. Ao invés do bom gosto, do traço rebuscado, do capricho no texto, Laerçon ignora todas as regras e nos apresenta garatujas quase esboçadas, o descuido com a língua, um show pirotécnico de palavrões e grosserias e um humor verdadeiramente histriônico, que não poupa nem as mais sagradas instituições. E é este humor radical que tem conquistado um público cativo, o público dos fanzines e revistas independentes, que são as pessoas mais argutas do meio.

Nas crônicas urbanas de Laerçon encontramos algumas personagens memoráveis, como The Paraibanos de Subúrbio, Zé Boy e Carta para Afras, que contam de maneira escrachada e irreverente as aventuras dos punks na selva urbana e outras figuras que habitam o submundo. Desbocados, amorais e iconoclastas, os Paraibanos de subúrbio chegam a gozar com o mito dos falsos profetas, ridicularizando os pregadores da atualidade na hilária HQ Jesus Cristo do Paraguai. É esse humor incondicional que compensa o tosco grafismo de Laerçon, que de certa forma já se tornou a marca indissociável das personagens.

Uma outra série memorável é dedicada ao reino animal, com a personagem O Pato de Botas, onde Laerçon mantém seu humor ferino com o domínio de linguagem que lhe compete. No seio de tantos quadrinhos pasteurizados e comerciais, e produções amadoras sem grandes afirmações autorais, Laerçon traz ventos benfazejos para a renovação de nossos quadrinhos e para a provocação do meio estabelecido. Hm.

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A dimensão humana do humor

 

SERGIO ALEJANDRO MÁS nasceu em Córdoba, Argentina, em 1972. Desde cedo enveredou pelo humor, por meio de cartuns, charges e histórias em quadrinhos. Com 14 anos de idade expôs seus quadrinhos na 6ª Bienal Argentina del Humor y la Historieta, em Córdoba; em 1987 participou do 2º Salão de Humor e Historietas de Santa Fé, também na Argentina.

Em seu país, publicou em diversos jornais, revistas e livros, a exemplo das revistas Hortensia Nueva Generación, Hola Tio, Umbrales, Aqui Vivimos, La Luciernaga, Papeles de Córdoba. No Brasil, ele começa a ser descoberto pelos leitores, que o acompanham nas publicações independentes. São justamente os fanzines que têm promovido um promissor intercâmbio entre os cartunistas dos dois países, com destaque para PQP, de Belém e Top! Top!, de João Pessoa. Sergio tem também uma importante inserção nas revistas Tmeo e El Batracio Amarillo, da Espanha.

Além de ter participado e sido agraciado com menções honrosas e premiações em vários salões de humor em todo o mundo - Primeiro Concurso Internacional de Humor Político em Cuba, 1993; Terceiro lugar na categoria Tira no I Salão de Humor do Mercosul (1997, Santa Maria, RS), Menção Honrosa na I Mostra Maranhense de Humor, no Segundo Salão Nacional sobre a Fiscalização de Gastos Públicos (Brasília, 2000), em Taejon, Coréia, em 1997 e 1998; participação no Salão de Piracicaba, Imprensa (Brasil), Knokke-Heinst, Casino Beringen (Bélgica), Saint-Just-Le-Martel (França), Iugoslávia, Croácia, Taiwan, Itália, Alemanha - publicou o livro de cartuns Futbol de Más, em 1998, a revista de quadrinhos El Rocha, em 2001 e participou do livro 2001 - Odisséia de Humor, com 20 cartunistas brasileiros.

A obra de Sergio Más expressa uma sutileza e senso crítico que não cede às fórmulas fáceis do humor panfletário. Seja no cartum, na charge ou nas histórias em quadrinhos, Sergio busca exatamente a dimensão humana em seus desenhos e situações, gerando uma cumplicidade silenciosa com o leitor.

O trabalho de Sergio percorre o mesmo caminho dos grandes mestres, dos quais ele se diz admirador, como o argentino Broccoli, o francês Sempé e o romeno Steimberg. E ainda Reiser, Lauzier, Angeli e Laerte, Daniel Clowes, Colin, Breccia, Hugo Prat, Moebius, Shimamoto e tantos outros artistas de humor gráfico e HQ de aventuras que de algum modo lhe deram elementos para a construção de seu estilo peculiar. Hm.

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O humor sem concessão de Bretécher

 

Claire Bretécher é uma das autoras mais consagradas das histórias em quadrinhos francesas. Já no início dos anos 1960 participou da renomada revista Tintin, onde publicou uma série de gags. Também esteve presente na revista Spirou, entre 1967 e 1971, criando as séries Gnan-Gnan e Naufragés (esta em companhia de Raoul Cauvin). Em 1969, encontramos igualmente Bretécher nas edições Dargaud. Na revista Pilote, ela apresenta a personagem Cellulite. Estes eram nada menos que os grandes carros-chefes das revistas ilustradas para a juventude naquele período.

Mas o salto determinante em sua carreira se deu mesmo em 1972, quando, em associação com Marcel Gotlib e Nikita Mandryka, cria a editora independente Éditions du Fromage.  Logo eles lançam a célebre revista Écho des Savanes, cuja concepção se define pela liberdade de expressão, onde cada um poderia se exprimir a sua maneira. As histórias de Bretécher se fazem, então, mais ácidas, antecipando em alguns meses a criação de seus impagáveis Les Frustres (Os Frustrados). Écho des Savanes teve inicialmente uma circulação marginal, mas alcançou um grande sucesso.

Em 1973 ela decide trabalhar na grande imprensa. Dentre outros jornais e revistas, desenha uma prancha semanal com Les Frustres para o Nouvel Observateur - importante revista semanal de esquerda da época. É também nesse período que decide se lançar na aventura da auto-edição, cujo primeiro número de Les Frustrés sai em 1975.

Dona de um traço aparentemente simples, os quadrinhos de Bretécher são, na verdade, um retrato caricatural da sociedade burguesa contemporânea. Seu desenho nervoso e expressivo corresponde perfeitamente a sua proposta de não fazer concessão aos valores estabelecidos, sobretudo quando mira as idiossincrasias das personalidades ricas, os pseudo-intelectuais de esquerda, os aficionados por psicanálise e os esnobes. De mesmo modo, aborda com ironia a militância feminista e os comportamentos familiares inovadores. No cenário dos quadrinhos críticos e reflexivos, o trabalho de Claire Bretécher se impõe como um dos mais importantes do humor com expressão sociológica, no mesmo domínio da obra de Quino e Henfil.

Além de Les Frustres, Bretécher explora uma variada gama de personagens e situações fazendo um humor corrosivo sobre os novos comportamentos e novo contrato social. Com o álbum As Mães, ela enfoca a problemática da maternidade nas mulheres economicamente ativas. Em meados da década de 1980 ela cria Agrippine, retrato da adolescência de classe média e intelectual. Com Agrippine, Bretécher incorpora a linguagem coloquial e cheia de gírias da juventude, dando um tom mais leve e jovial as suas histórias.

Praticamente inédita no Brasil, a obra de Claire Bretécher começa a ser difundida entre nós por intermédio da editora Marca de Fantasia, que se firma como um canal para os novos quadrinhos brasileiros e o melhor dos quadrinhos e cartuns de outros países. Com Os Frustrados, o trabalho de Bretécher volta a sua origem, não só pela descoberta para nós de uma de suas mais marcantes criações como pelo modo de produção e circulação inicial, ou seja, o meio independente, tão caro à autora. Hm

 

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Um mundo à parte

 

A série O mundo dos zines, de Eduardo Manzano, quando começou a ser publicada em vários fanzines, logo chamou a atenção. Por vários motivos, mas, é lógico, principalmente por usar o próprio mundo dos fanzines como tema.

Dentro da série, Manzano desenvolveu três subséries: A primeira, retratando editores e colaboradores de fanzines; a segunda, tendo como tema o próprio trabalho de Manzano em seu estúdio; e a terceira, sobre problemas que ocorrem no meio alternativo.

Para as duas primeiras subséries a inspiração direta é o trabalho de Angeli, mas com características próprias. Em Manzano em estúdio, há a lembrança de Angeli em crise, uma subsérie de Angeli dentro de Chiclete com Banana. Mas as piadas em si são bem distintas. Em outra subsérie, Angeli ironiza figuras estranhas de seu meio, e aí há uma semelhança maior com a principal subsérie de O mundo dos zines, que, aliás, foi o tema inicial da série. Assim como Angeli, Manzano divide a tira em três quadros independentes uns dos outros. Em cada quadro coloca um personagem com um texto explicando quem ele é, e, não raramente, um comentário do próprio personagem. Mas as diferenças são bem claras. Angeli cria personagens fictícios e os ridiculariza; Manzano retrata figuras reais do meio independente e os homenageia. Este é o ponto principal da série, os participantes do mundo real dos zines se encontrarem em O mundo dos zines. E há aí um aspecto curioso no qual Manzano se sai bem. Para retratar alguém, é preciso conhece-lo. Apesar do contato entre os participantes do meio alternativo ser feito principalmente pelo correio, a presença constante em eventos de quadrinhos, ou mesmo especificamente de fanzines, tem permitido que vários desses participantes se conheçam pessoalmente, o que é um ponto importante para uma melhor apreciação das tiras.

Na terceira subsérie, ao tratar das mazelas do mundo dos zines, Manzano também acertou. Ao falar de pessoas que tentam se aproveitar da boa vontade dos editores para obter material de graça, ou que promovem a discórdia no meio, Manzano não cita nomes, mas usa personagens fictícios para representá-los. Com isso, trata de assuntos pertinentes sem criar polêmicas inúteis.

A leitura de O mundo dos zines, sem dúvida, é um meio de conhecer melhor este meio independente, encontrar velhos amigos e conhecer novas pessoas, como no mundo dos zines.

Edgard Guimarães

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O quotidiano no humor de Ângelo Pastro

 

O Brasil não é um país sério, como dizia o general francês De Gaule. Invertendo o jogo e corroborando esse arroubo desaforado, o país esbanja humor sobre todos os aspectos de sua vida quotidiana. De outro modo não teríamos no percurso de nossa história – em particular com o advento da imprensa – o humor como elemento de provocação, de confronto, de ridicularização das coisas que se querem por demais sérias e incontestáveis.

Um dos grandes exemplos da força de nosso humor está na exuberante produção dos cartunistas das décadas de 1960 e 1970, porta-voz de uma visceral manifestação política contra o regime ditatorial. O humor se prestou como uma arma por uma grande causa; contudo, não podemos deixar de considerar um fenômeno que sempre esteve presente no país, a sucessão ininterrupta de gerações de cartunistas que primam pelo humor em sua expressão mais sublime, mais sutil: a piada despretensiosa, o chiste, a gozação, a malícia, a pilhéria, a anedota que tira graça dos pequenos deslizes que ocorre a todos no dia-a-dia.

Ângelo Pastro envereda por esta linha, tirando sarro das situações mais absurdas, subvertendo a lógica das coisas, dando uma aliviada em assuntos dramáticos com a mesma competência com que trabalha as representações mais ingênuas.

10 Minutos é o título da obra de Ângelo Pastro; dez minutos é o quanto se leva para percorrer as 64 páginas deste singelo livro. Mas o prazer de sua leitura certamente acompanhará o leitor por muito mais tempo. Seus cartuns, no melhor espírito do humor gráfico, tratam das coisas corriqueiras da vida, que por serem tão banais, nos passam despercebidas. Não para Ângelo Pastro, que no-las serve com novo tempero e sabor.

 

Ângelo Pastro é administrador de empresas. Como cartunista e ilustrador vem atuando desde 1990, tendo ganho já quatro menções honrosas nos salões Humor na Imprensa (Porto Alegre, 1994); de Piracicaba, SP (1998); Caratinga, MG (2000); Maranhense (Maranhão, 2001 e 2003), e o 1o lugar no Salão de Humor de Ribeirão Preto, SP (1998), 3o Lugar no Salão de Humor do Mercosul (Santa Maria, RS, 1998).

Foi selecionados em uma dezena de salões internacionais na Itália, Espanha, França, Portugal, Macedônia, Turquia, Bélgica, Croácia, Coréia, Israel e Polônia. Desde 1995, participa em diversas publicações, como a Revista Rainha (Gráfica e Editora Pallotti), Jornal Mundo Jovem (PUC), Jornal Folha 3, Jornal Bela Vista, Jornal da ASTC, Revista da Anicer, Revista VOX 23, Revista da PUC e outros veículos empresariais.

Em 2000 iniciou o trabalho de programação visual, criação e arte de peças publicitárias, folder entre outros produtos relacionados.

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NOVO ENDEREÇO

Pedidos com cheque nominal ou vale postal para Henrique Paiva de Magalhães. Rua Antônio Lira, 970/303. João Pessoa, PB. 58045-030 - Para depósito bancário, fazer contato pelo endereço mdefantasia@ig.com.br 

 

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